Minha experiencia com a dança

A gente passa a vida em uma busca.
Essa busca nunca acaba, encontra algo e já começa a procurar de novo, outra coisa, as peças que faltam no seu quebra cabeça.
Ontem eu descobri mais uma, a dança contemporânea.
Eu só fui a uma aula até agora, mas consegui sentir, o conceito me cativou, os textos que li e os vídeos que vi.
Sabe o que é difícil? encontrar palavras pra descrever o que eu senti, uma palavrinha que define bem é “Mágica”
A timidez quase me impediu de ir, mesmo demorando venci e estive lá, e foi maravilhoso.
Eu já dancei Ballet, jazz, dança do ventre, já fui Baliza de fanfarra… mas faltava algo, não tinha “aquilo”, eu queria dança do ventre tribal, e um dia sem nem saber como era dança contemporânea me inscrevi, eu me encontrei, um dia a oportunidade surgiu (e de graça que é bom demais haha).
Cada centímetro do meu corpo está dolorido, mas é uma dor de felicidade e eu quero mais!
Parece que seu corpo se mistura com a Terra, você não sabe onde você termina e começa a Mãe Natureza, quando começou a tocar aquele som de tambores eu senti um gelo e pensei “é isso” é isso que eu procurei, me senti livre, os exercícios, a dinâmica.
Eu precisava disso, eu preciso sair dessa rigidez, mandar pra longe a vergonha de mim mesma, descruzar os braços, manter postura, ~ encontrar um movimento que me deixe livre, e fique presa nele pra sempre ~ (amei quando a professora disse isso).
Correr de costas e deixar o medo de cair sumir, não olhar pra trás.
Cambalhota de frente e de costas sem dor.
Adeus sapatilhas de ponta e pés sangrando, sinto a mãe natureza dançando comigo a cada palavra, casa passo por menor que seja, é chão, é real.
Um sentimento vira um passo, meu corpo grita Ei! estou aqui, eu existo, me descubra!
Descobrir os limites, ainda estou meio perdida, meu ritmo mudou desde que parei de dançar, mas quero sentir a adaptação dele de volta.
Quero a aula que vem, esqueleto, bolas e tecidos, quero o gosto de viver, e a disposição, cansei da minha preguiça, sedentarismo, quero minha fome, quero ler, quero dançar!

Dançar, dançar, dançar!

É luar, noite e dia

Tem alguma coisa que eu tenho com a lua. Conselhos eu recebo dela, minhas emoção eu conto pra ela, quando preciso chorar é pra ela que eu choro Mas uma coisa que eu sempre soube, sempre imaginei sobre a lua, e nunca deixei de sentir isso é que se existisse alguém, que um dia ficaria feliz em me ver sorrir, mesmo que nunca encontrasse mas se só existisse, ele veria a mesma lua que eu todas as noites, e todos os dias ele sentiria que eu estive olhando pra ela e esperando que me encontrasse; é tudo mentira quando dizem que só acontece quando a gente para de esperar, só acontece quando menos esperamos, tudo mentira. Porque eu nunca deixei de esperar, e isso me trazia um pânico! Como ele vai aparecer quando eu menos espero, se esse momento não existe ? se eu nunca me canso de esperar, de procurar, em cada olhar que cada pessoa que passa pelos meus dias, eu buscava o reflexo da lua Houveram flashes de tempo em que houve negação, mas mesmo afirmando que nunca ia encontrar, a espera estava ali, como um dragão adormecido prestes a ser cutucado. Sweetheats, a felicidade existe! E eu nunca pensei que fosse comprovar isso. Hoje eu acordei com um sorriso maroto no rosto, por mais que ainda existam dias de loucura, de tensão, onde eu penso que o mundo vai acabar, em algum momento dele sempre tem aquele ponto de brilho, que cresce cresce cresce até que explode e derrama luz em todos os minutos sombrios. É como Charlotte York disse uma vez “Eu sou feliz todos os dias, não o dia todo, mas todos os dias”. Uma curta viagem que tive, a uns dias atrás me fez ver parte disso, conversando com alguém cheio de experiência e histórias pra contar, VIVA ele disse, eu não trocaria 5 anos da minha vida por 50 da de ninguém, porque eu VIVI; eu quero chegar um dia e dizer isso com a boca cheia também, quero histórias pra contar pros meus netos, se não tiver, pros sobrinhos ou pra quem quiser ouvir A outra parte eu descobri neste fim de semana, e sabe o que eu acho? que a cada semana que termina, eu vou descobrindo uma parte, é um quebra cabeça de um milhão de peças, e cada fim de semana eu descubro uma, e outra, e outra … Eu mudei, meu mundo mudou junto, minha rotina foi quebrada, meus gostos, minhas idéias e isso é maravilhoso! Eu ainda não me acostumei com a ideia de ser feliz, parece que a qualquer momento eu vou acordar, eu tenho medo que seja como um daqueles pacotinhos de sour tubes , que a gente come de pedacinho em pedacinho pra não acabar, mas por mais que faça isso ele acaba, na real é exatamente a sensação dos sour tubes , eles são eternamente doces, e quando você come, aquele azedinho de fora da um arrepio que a gente precisa fechar os olhos e tremer de tão bom que é! hahaha é exatamente assim que eu me sinto a cada dia. Eu não quero acostumar, eu quero essa sensação pra sempre, eu quero essa vergonha toda vez que você chega, como se fosse a primeira vez. É como quando você descobre uma banda de rock MUITO boa e não quer parar de ouvir nunca, e cada música tem um gosto bom, é como cada página de um livro novo. Eu quero me surpreender todos dias com a cor dos seus olhos, por ser uma cor que nenhum outro olho tem! E eu quero sentir, o cheiro da sua respiração todos os dias que eu puder. tudo que eu pedi no poema anterior, veio com o vento. Simples assim.