Um anel, uma máquina de costura e uma história de amor – Parte 07

Abri os olhos e mal pude acreditar. Chegou o dia!

Não via Antônio à uma semana, dedicava todo o meu tempo ao vestido… A simplicidade é a elegância dele, mangas longas, com decote em renda, saia levemente rodada com detalhes em fitas de cetim, tudo planejado, cada ponto transbordando todo o meu amor.

Me contaram sobre o tal filtro de barro que Antônio andou usando de pretexto para me espiar, nos momentos de tranquilidade a noite, eu sentia os pensamentos dele em mim, olhava a lua pela janela, a mesma lua que ele também podia ver ao mesmo tempo, onde quer que estivesse.

Quarenta dias se passaram desde o dia da minha fuga, não conseguia parar de pensar nem sequer por um segundo nos meus  irmãos e irmãs que abandonei, pedaços de mim, mas, nesse dia, a felicidade me preenchia.

Tudo estava pronto, a comida, a bebida, os lugares devidamente arrumados para a festa, nosso casamento foi na igreja mais próxima ao sítio que passei a chamar de lar, meu pai não estava presente para me levar até o altar, não havia ninguém para pedir que cuidassem de mim, então Antônio e eu decidimos caminhar juntos até o altar.

Jamais esquecerei aquele olhar, todo o meu futuro cabia naqueles olhos; a igreja estava cheia, mas éramos apenas eu e ele, nada mais importava desde que ele segurasse as minhas mãos e nunca mais soltasse.

“Todos os caminhos pelos quais passei, me levaram até você

De hoje em diante caminharemos juntos”

Na saúde e na doença,

Na riqueza e na pobreza

Na alegria e na tristeza

Até que a morte nos separe

Após todas aquelas palavras, festejamos a nossa união em família

Exatamente nove meses depois, veio ao mundo o primeiro de nossos filhos, então, tomei a decisão de que era o momento de visitar o meu pai.

Continua no próximo capítulo.

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Essa é uma foto real, do casal que inspirou essa história 🙂

Pra quem chegou agora, ou quer reler, clica pra ler os capítulos anteriores! (Não é porque eu escrevi, masss, são maravilhosos e emocionantes)

Capítulo 01; Capítulo 02; Capítulo 03; Capítulo 04; Capítulo 05; Capítulo 06

Estão gostando? Um grande número de pessoas estava me pedindo por um novo capítulo ( o que me deixou muito feliz)… os motivos pelos quais eu havia parado de escrever não importam, espero que estejam apreciando!

Algumas pessoas também me perguntaram porque os capítulos são curtos… e o motivo, é que a história que apresento aqui pra vocês é uma versão de apresentação do livro que estou escrevendo, que terá muitos outros detalhes da infância de Lurdes e dos dias dela, dos momentos felizes e tristes entre um capítulo e outro… calma calma gente, to desenvolvendo aqui e espero em breve poder realizar isso por mim e por vocês ♥

Mudei muito, mudei a cara do blog, mudei de plataforma (problema de posts sumidos foi resolvido!), mudei de objetivos e de pensamentos, mudei de planos e de sentimentos, mas estou aqui, firme e forte (Com a ajuda do Fê, meu namorado, fotógrafo, designer, programador, etc…)

Por hora são essas as explicações que eu queria passar, aguardem mais posts, capítulos, resenhas, DIY’s que coisas muito legais vem por aí!

Siga-me nas redes sociais! Assim pode ficar por dentro de tudo que acontece aqui no blog, lá tem muitas imagens inspiradoras com os temas: Moda/ Costura/ Estilismo/ Modelagem/ Decoração/ Culinária e muitos outros… Além de ficar sabendo de sorteios e matérias super legais ♥ (Vale a pena viu?)
 ♥  Muitos beijos!

Um anel, uma máquina de costura e uma história de amor – Parte 06

23:15, pra que tanta chuva?
Decidi contratar um táxi, para que pudesse levar minha Lurdes e sua mala em segurança até a estação, onde pegaríamos o trem.
Cada minuto parecia uma eternidade, eu prometi a ela que mesmo chovendo canivetes eu iria buscá-la, mas, e ela? Lurdes tinha tudo pra pensar que eu não era uma pessoa confiável, que a chuva era um sinal de que não era para prosseguir com o plano, meu coração doía com a possibilidade de chegar no ponto de encontro e ela não estar lá.
Já não havia unha nenhuma em minhas mãos, sinais do meu esperar, todos esperavam aflitos em casa aguardando notícias, minha mãe já deixou uma cama arrumada no quarto de minhas irmãs pronta para recebê-la, já fazia parte da família mesmo sem sequer conhecê-los, é isso que me fez amá-la, não havia como uma pessoa neste mundo não gostar dela.
Chamei meus irmãos Chico e Nico para que me acompanhassem, eles aceitaram de primeira, então estavam hospedados comigo na casa dos nossos parentes à 3 dias, tempo de sobra para traçar o plano, nada podia dar errado e se por algum motivo ela não estivesse no local e horário combinado, iríamos até a fazenda e não importava quem estivesse em meu caminho, se ela assim o desejasse iria comigo como planejamos.
23:30, começamos nosso caminho, o taxista cobrou o dobro do preço pela chuva e local de encontro, combinamos que ela me esperaria na primeira esquina depois da porteira da fazenda, que ficava em uma baixada e havia risco do carro atolar, a chuva caía em rajadas sem dar um segundo de folga, o vento uivava como um lobo.
Conforme fomos chegando perto, o caminho ficava cada vez mais difícil, a única luz era a dos faróis do Táxi, tinha certeza que ela não conseguiria chegar até o ponto de encontro sozinha, valia a pena abandonar tudo? Seu pai, seus irmãos, sair sozinha na chuva e no escuro carregando tudo que tinha dentro de uma mala, para pegar um Táxi e fugir com alguém que conhecera à tão pouco tempo?
Pois valeu.
Ao mesmo tempo que estacionamos o carro eu a vi, correndo em passos curtos, encolhida, com uma pequena malinha em uma das mãos, um guarda chuva preto na outra, não enxergava um palmo na frente do nariz, desci do carro e corri ao seu encontro, peguei sua malinha e a guiei até o carro.
Não consegui resistir e a abracei, nunca havíamos estado tão perto, mas meu medo de perdê-la me fez agir sem pensar. Ela soluçava e parecia tão frágil que eu tinha medo de a quebrar caso a tocasse sem cuidado, segurei sua mão e seguimos o caminho todo calados com a tensão que pairava dentro do carro.
Ao chegar na estação não pude deixar de perguntar a ela – Lurdes, você tem certeza de que é isso que deseja? Eu não quero forçá-la a nada – as palavras saíram fracas, com receio da resposta – Não tenho certeza do meu futuro Antonio, a única coisa que sei é que quero que ele seja ao seu lado – e então, Chico e Nico voltaram com os bilhetes e entramos no trem.
Lurdes dormiu a viagem toda, com uma paz que contagiava o vagão inteiro.
O Sítio dos meus pais, era modesto comparado à fazenda em que Lurdes vivia, a vida que ela levaria de hoje em diante não teria tanto luxo quanto costumava ter, mas ela se acostumou e rapidamente se encaixou na nova rotina.
Consertou as roupas de todo mundo, minha mãe passava a tarde ditando receitas que ela anotava em um caderno amarelo que lhe dei de presente, caminhávamos todos os dias no pomar e esse era o único momento que era só nosso.
O quarto de minhas irmãs ( que também ficou sendo o quarto de Lurdes) ficava bem em frente ao filtro de barro onde todos bebiam água, segundo meu pai, pelo resto da vida eu teria os rins e a bexiga saudáveis de tanta água que tomei nos 40 dias que antecederam nosso casamento.
Nos últimos dias Lurdes passava a maior parte do dia trancada no quarto, ganhou de minha mãe todo o tecido e materiais necessários para costurar seu vestido de noiva e minhas irmãs não se cansavam de ajudá-la, eu não podia passar perto da porta que elas estavam montando guarda para não de deixar ver nada, afinal daria azar.
Nenhum azar no mundo poderia nos separar, e o dia em que nos tornaríamos um, se aproximava cada vez mais…

Boa noite Leitoras e Leitores!! 
Sei que devem estar bravos comigo, talvez até muito bravos pelo meu sumiço, massss eu não os abandonei.
Mesmo que tenha ficado mais de uma semana sem lançar um novo capítulo, a Fan Page continuou a ter atualizações, e trabalhei em diversas postagens que estão nos rascunhos e serão liberadas nos próximos dias. 
Devido à demora, decidi que o capítulo de hoje tinha de ser especial, então foi todo escrito sob a visão de Antonio, o que acharam?
Pra quem ainda não leu os capítulos anteriores, ou pra quem quer reler: 
Quem acompanha o blog já sabe, mas pra quem está chegando agora, tem um sorteio acontecendo! E todos esses prêmios podem ser seus! Quer saber como?? Continue lendo 🙂 
REGULAMENTO PARA PARTICIPAR DO SORTEIO: 

~ Curtir as Fan Pages: 
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~ Podem participar todos que tenham endereço de entrega no Brasil
~ O resultado será revelado no dia 31 de Outubro de 2014
~ O Ganhador ou ganhadora terá 48 horas para responder a mensagem da moderação, enviando dados para entrega, caso não cumpra o prazo, outro sorteio será realizado.
Quer saber em detalhes cada produto que será sorteado? Pode conferir no post oficial: http://www.livrodelirios.com.br/2014/09/sorteio-de-05-itens-pra-quem-ama.html
Boa sorte à todos e muitos beijos! 

Um anel, uma máquina de costura e uma história de amor – Parte 05

“Minha amada Lurdes
Cada dia que se passa nessa casa sem a sua presença é como se eu morresse um pouco por dentro.
Vou esperar a poeira baixar, deixar seu pai pensar que está tudo bem e que esquecemos um do outro para você conseguir a confiança dele de volta.
Quando ele menos esperar eu vou te tirar daí.
Estou contando os dias para te ver novamente.
Antonio Roel “

Escondi a carta no fundo meu baú de tecidos para que ninguém nunca a encontrasse,  todas as noites antes de dormir eu lia e eram aquelas palavras que me davam força para continuar vivendo.
Muitos dias se passaram, não sei ao certo quantos, mas, de fato achei que meu pai tivesse esquecido os acontecimentos.
Eu acordava, não desobedecia uma regra sequer, passava os dias trabalhando a cada minuto para não dar brecha pra que percebessem os meus planos e então lia a carta e dormia novamente dia após dia.
Comecei uma rotina de ensinar Lara à costurar,  ela realmente tinha talento, passávamos horas trabalhando naquilo, comendo e fofocando; somente com ela eu podia falar sobre Antonio, então era uma terapia.
Cinco da manhã, acordei, alimentei os animais, varri a casa, cuidei do almoço como todos os dias, arrumei então os tecidos e materiais na minha sacola e desci até a casa de Lara, quando cheguei lá mais uma carta me esperava:

“Minha  amada Lurdes
Espero que esteja bem, não pense que te esqueci, minha mala já está pronta, vou passar alguns dias na casa dos meus familiares na fazenda, comece a arrumar as suas coisas aos poucos para que ninguém perceba, dessa vez quando eu voltar você volta comigo
Antonio Roel” 

A Felicidade tomou conta de mim, a aula de costura seguiu ainda mais animada, Lara fez uma saia godê azul belíssima, o sentimento quando uma peça está finalizada é inexplicável.
A noite me sentei na poltrona na sala de estar para ler um pouco enquanto meu pai tomava leite quente, passamos algumas horas juntos e tudo estava bem como não ficava em meses.
Fui acordada no meio da madrugada com passos na casa pra lá e pra cá, escondi as cartas no fundo do baú pois adormeci lendo e elas ainda estavam em minha cama, calcei os chinelos e fui em busca do movimento. Meu pai e minha madrasta estavam no banheiro, meu pai carregava Gilbertinho no colo que estava mais branco que uma folha de papel, tinha vomitado muito, o peguei no colo e ele adormeceu. A única razão que me prendia aquela casa era ele e minhas irmãs, não queria nem pensar o que seria deles sem mim e de mim sem eles.
Fiz soro caseiro para Gilbertinho e ele estava um pouco melhor, então fui novamente para casa de Lara, quando cheguei lá, tive a maior surpresa ao encontrar Antonio!
Ele disse que não queria atrapalhar, então se sentou no sofá e assistiu toda a aula; quando acabamos, voltei para casa, não me demorei para que meu pai não desconfiasse, combinamos que o dia seguinte seria o dia, nos encontraríamos na venda após o almoço para combinar os últimos detalhes!
O Dia seguinte amanheceu com uma chuva terrível, ventania e trovoadas, calcei minhas botas, peguei a guarda chuva e fui até a venda com a desculpa de comprar doces, cheguei lá e Antonio já estava me esperando – Com essa chuva como vamos conseguir? – disse eu – Nem que chovam canivetes Lurdes, hoje eu vou te buscar! Me espere pronta à meia noite em ponto!

Boa tarde Leitoras e Leitores! 
Estão gostando? Pra quem chegou agora, ou quer reler: 

Sei que eu vivo prometendo pra vocês que o capítulo saíra no sábado, mas ontem foi uma correria! Além de trabalhar na imobiliária de manhã, eu e o fê trabalhamos nas fotos e no cartaz do sorteio que já está acontecendo!!!! Ainda não viu? 
Clique AQUI para saber quais serão os prêmios e como participar 
Muitos beijos! 

Um anel, uma máquina de costura e uma história de amor – Parte 04

Custei a acreditar que estava passando por aquele momento, toda a minha noite encantadora apodreceu em menos de quinze minutos.
Meu pai decidiu que teríamos uma conversa, alí e naquele momento, me sentei na poltrona fria de couro preto, e ouvi tudo sem dizer uma palavra – Você é uma vergonha Lurdes, isso é hora de uma moça de família chegar em casa? Quando notou que eu não estava mais na festa, deveria ter saído imediatamente, isso não pode se repetir, mas já estou dando um jeito nisso- Disse ele – Como assim? – Perguntei – Estou arrumando um casamento pra você, já está mais do que na hora.
Meu mundo caiu, fui para o meu quarto, deitei a cabeça no travesseiro e não adormeci um segundo sequer.
Torci pra que ele esquecesse aquela história.
Amanheceu o dia, sol intenso, e a rotina começava mais uma vez, o real motivo do meu pai ter me tirado do colégio foi para fazer todo o serviço de casa que sua digníssima esposa não queria fazer, mas não vou reclamar disso , agora preciso contar o que aconteceu mais tarde…
Almoço preparado, arrumei todas as marmitas dos trabalhadores, todas colocadas em uma cesta fui pro campo para entregá-las, o sol estava muito intenso, corri até uma grande árvore e alí me sentei sob sua sombra para descansar e organizar todos os pensamentos que pairavam na minha cabeça, fechei os olhos por um instante e quando abri, vi uma flor amarela – Boa tarde, muito sol não? – Era ele, estava ao meu lado e ainda me trouxe uma flor da minha cor preferida! – Essa flor me lembrou o seu vestino no baile de ontem, decidi traze-la pra você.
Conversamos por um bom tempo, o assunto nunca acabava, saímos para caminhar, vimos todos os animais da fazenda, fomos ao pomar, eu ainda posso sentir o cheiro das laranjas…
O sol baixou, e estava na hora de voltar pra casa – Lurdes, daqui uns dias eu precisarei voltar para minha casa, e eu gostaria que você fosse comigo – Nenhuma palavra no mundo poderia descrever o que eu senti naquele momento, meu coração lutava pra sair do meu peito – Como assim?- disse eu – Vamos nos casar?
Então eu disse sim, simplesmente saiu, naquele momento não consegui lembrar de todos os problemas que me afligiam, esqueci que tinha pai, esqueci da conversa da noite anterior, mas quando eu entrei em casa comecei a planejar como é que eu contaria pro meu pai que não pretendia casar com o sobrinho da minha madrasta pra quem ele estava me arranjando e ao invés disso me casaria com alguém que conheci a poucos dias.
Planejei tudo, tim tim por tim tim, eu diria a ele que assim como ele amou a minha mãe, eu também amava o Antonio, e assim o faria lembrar de toda a felicidade que sentia, e amoleceria seu coração para que me entendesse.
Escutei a porta da sala abrindo e corri até lá, sorridente para recepcionar o meu pai e fui surpreendida pela fúria em seus olhos e por um tapa tão forte que me fez cair no chão de tábuas de madeira, e não foi o único, ele me levantou e me bateu de novo, e de novo até que eu parei de resistir e ele começou a falar:
Você quer me matar de vergonha? Você e aquele Roel! Sua Madrasta me contou que viu os dois em beijos no meio do campo onde todo mundo poderia ver! EM BEIJOS – Ele gritava, e eu não podia fazer nada,
É claro que era mentira, eu aprendi desde criança no colégio que beijar era somente depois do casamento, eu jamais faria algo sujasse a honra da minha família, mas ela mentiu, pois não aguentou ver a minha felicidade, ela mentiu pois sabia que se meu pai aceitasse, eu não me casaria com o seu sobrinho.
Dois dias se passaram e eu não podia sair de casa, fazia apenas o que me mandavam sem dizer uma palavra, foi então que quando estava na janela, olhando de longe a casa da Lara e imaginando porque até ela havia me abandonada, que Antonio apareceu, e segurou a minha mão! Naquele momento um fogo que começou no dedinho do pé subiu até meu último fio de cabelo! – Lurdes, como você está? eu soube o que aconteceu, e foi por minha causa! Mas eu vou te tirar daqui, agora estou indo pra casa, eu vou ajeitar tudo mas eu volto pra te buscar! eu prometo! – E eu vou te esperar.
Duas semanas depois, Lara me trouxe uma carta de Antonio…

Boa tarde Leitoras e Leitores!! 
Estão gostando? Pra quem chegou agora, ou quer reler: 
O próximo capítulo sai na semana que vem! 
Essa semana se tuuuudo der certo sai o primeiro sorteio promovido pelo Blog! Estou só aguardando o kit chegar pelo correio, será um kit com 05 itens com o tema COSTURA, então vocês não podem perder! Continuem acompanhando as postagens. 
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Muitos beijos!

Um anel, uma máquina de costura e uma história de amor – Parte 03


Enfim a esperada noite do baile chegou, eu tremia, não sabia o que fazer, o par de luvas de renda escondia o suor em minhas mãos.
Esperei cerca de quinze minutos pela Lara na porta do galpão, ela chegou sozinha, isso me aliviou, não esperava encontrá-lo tão nervosa. Ela usava um vestido rosa, de corte simples e uma flor nos cabelos cacheados – Então, ele vem? – Perguntei – Chegou hoje a tarde, muito cansado, virá mais tarde.
Meu pai gostava de promover bailes na fazenda com certa frequência, isso era um momento de descontração, onde os trabalhadores riam, dançavam, comiam e paqueravam as moças da região, esse em especial se chamava “Baile do chapéu”, o nome era este, pois quando um rapaz queria dançar com uma moça ele tirava o chapéu de quem estava dançando com ela, e assim trocavam de pares, era uma maneira de conhecer a todos os presentes.
Já havia se passado uma hora, eu já havia tomado três copos de refresco e dispensado quatro rapazes que me convidaram para dançar, quando o quinto chegou, me levantei e o acompanhei até o centro do salão, não estava com ânimo para dançar mas não tinha nada a perder, queria vê-lo, mas o que poderia fazer? Quem sabe ele havia mudado de ideia.
Meu par estava muito animado, via-se de longe que estava feliz em dançar com a “filha do patrão”, mas eu não estava presente naquela dança, minha mente estava nas palavras daquela carta.
O rapaz arregalou os olhos quando sentiu o chapéu sendo tirado da sua cabeça, estava pronto para recusar, quando me retirei para o lado vendo quem havia causado aquela reação, ele era alto, magro, e com aquele mesmo olhar da foto, olhos intensamente pretos – Com licença, acho que agora é minha vez de dançar com a Lurdes- minhas bochechas ficaram coradas, e não consegui disfarçar o sorriso.
Não falamos nada, por minutos, horas, ou talvez a noite toda, não era necessário pois já nos conhecíamos. A dança não permitia toques, ficávamos afastados, mas aquela pouca distância a que estávamos já me permitia sentir o seu perfume, dançamos até os sapatos fazerem calos nos pés, ninguém se atreveu a tirar o chapéu dele depois que o 1º que tentou levou um tapa tão forte que seu chapéu foi parar do outro lado do galpão.
As pessoas começaram a se retirar, a comida já havia acabado, a bebida também, alguns que beberam demais tiveram de sair carregados e nós continuamos a dançar até a última pessoa deixar o galpão.
Nos retiramos também, sentamos na escada à porta de casa, e só então começamos a conversar, contei a ele a minha vida inteira, contei sobre o colégio e sobre as missas em latim, contei das latas de leite condensado que eu levava escondida na bolsa para que as freiras não me pegassem, contei sobre as aulas de costura e sobre o meu sonho de ter a minha própria máquina de costura, contei tantas coisas que esse texto não seria o suficiente pra contar; ele só ouvia, admirado com cada palavra que eu dizia, vez ou outra fazia um comentário, mas sempre atento às minhas palavras.
Quando o primeiro raio de sol apareceu no céu, ele se levantou, e se despediu, dizendo que em breve nos veríamos de novo.
Entrei em casa tirando os sapatos e preparada para dormir, estava exausta, quando cruzei a porta, encontrei meu pai e minha madrasta, sentados no sofá, me esperando, e suas expressões não mostravam que seria por algo bom …

(Continua em 20/09/2014)

Pra quem chegou agora ó:

~♥ Capítulo #1 / ~♥ Capítulo #2

Boa tarde Leitoras e Leitores!
Peço miiiiiiiiiiiiiil desculpas por não ter publicado esse capítulo ontem conforme prometido, mas eu e meu Web Designer, Programador, Fotógrafo e Amante Panda estávamos trabalhando para melhorar o blog, que como podem ver conta com novo endereço e este Layout LINDO DE VIVER.

Estou trabalhando muito para levar conteúdo cada vez melhor pra vocês, e estou muito feliz com o retorno que isso está me dando, pra mim é uma realização!

Tem duas surpresas no forno pra vocês, não posso revelar agora, mas, dentro de poucos dias vai ter um sorriso no rostinho de cada Leitor e cada Leitora.

Muitos beijos ♥

Um anel, uma máquina de costura e uma história de amor – Parte 02

Vinte dias se passaram, desde que Lara prometera enviar a carta, não havia outra coisa em que eu pensasse, se não naquela foto.
Por mais que a gente tenha sonhos, a vida continua, então como sempre, ajudava meu pai com a fazenda e cuidava do meu irmãozinho Gilberto, ele estava se apegando a mim mesmo não sendo filhos da mesma mãe, não tinha como negar.
Minha mãe faleceu quando eu tinha apenas sete anos, foi algo sem explicação, meu pai a amava tanto, não sei como conseguiu se casar novamente, nunca consegui entender isso.
Quando meus pais se casaram, eles se amavam muito, se amavam tanto que muitas pessoas os invejavam, e foi essa inveja que causou a morte da minha mãe. Pouco tempo após o nascimento da minha irmã caçula, em uma tarde quente, ela fez café decidiu se deitar um minuto, pois estava indisposta, quando meu pai foi chamá-la para tomarem café juntos, ela já havia partido desse mundo e nos deixado; encontraram dentro do colchão dela muitas bolinhas de chumbo, isso nunca teve uma explicação.
Estava estendendo algumas roupas no varal, e imaginando o que o rapaz da foto estaria fazendo neste momento, quando Lara apareceu correndo – Lurdiiiiiiinha- gritou – O que foi menina? – respondi – Chegou a resposta da carta!
Meu coração parou, deixei cair a camisola que segurava, justamente naquele momento em que pensei.


“Prima Lara, gostei de receber a sua carta, estamos todos bem, como vai a família?
Sem delongas, quero lhe dizer, que não consigo explicar o sentimento que me tomou quando li suas palavras, nunca vi a sua amiga, mas apenas pela sua breve descrição, sinto como se já a conhecesse e venho imaginando como seria vê-la pessoalmente, não há motivos para esperar, soube que haverá um baile na fazenda , estarei aí em poucos dias.
Um abraço.
Antonio Roel.”

Pedi a Lara que me deixasse ficar com a carta, li e reli tantas vezes, que tive que escondê-la de mim mesma para que não a fizesse em pedaços, dentro de poucos dias, poderia olhar nos olhos dele!
Não sabia se ele ia gostar do que ia ver, imagina, uma menina que comia doces escondida das freiras no colégio, que usava botas e corria de cavalo? Tinha que fazer alguma coisa para que ele me notasse.
No dia seguinte, quando o vendedor ambulante veio bater à nossa porta, deixei o que estava fazendo e fui rodear o meu pai, ele sempre comprava uma coisa aqui e outra alí, mas logo avistei o que eu queria, escondido em meio a um mar de tecidos, estava um na cor amarela, não amarelo como uma gema de ovo, amarelo como uma flor, delicado porém visível aos olhos, pedi ao papai que comprasse um corte, ele sabia do meu gosto pela costura que adquiri no colégio, então não negou.
Passei a tarde traçando, cortando e costurando, fui dormir tão cansada que nem sonhos eu tive.

Uma semana se passou, cabelos penteados, meias calça, sapatos, o vestido, e enfim, chegou a hora…

Boa tarde Leitoras e Leitores!

Pra quem está chegando agora, clique aqui para ler o 1º Capítulo. ♥

Demorei, mas decidi que será sábado o dia dessa história, cada sábado um capítulo.
Então o capítulo #3 será postado no dia 13/09/2014.

Estão gostando? espero que sim

Essa foto do vestido, foi tirada de um livro da minha vó, era o livro que ela usava para costurar suas peças, eu não sei se esse é o exato vestido que ela usou na noite do baile, mas quando peguei o livro para procurar um modelo pra ilustrar essa história, essa página estava marcada com um pequeno pedacinho de tecido, fiquei em dúvida entre 2, consultei a minha mãe e ela disse “Esse vestido é a cara da vó” então decidi que seria esse.

Se você está gostando, mande para mais pessoas, para que possam acompanhar também.

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Vão curtindo, pois dentro de alguns dias irei revelar uma surpresa para as minhas Leitoras e meu Leitores que gostam de costura!

Muitos beijos

Um anel, uma máquina de costura e uma história de amor – Parte 01

Acordei com o barulho dos pássaros lá fora, olhei no relógio, 5:30 da manhã, a essa hora no colégio já estaríamos de pé, vestidas, penteadas, e prontas para o longo dia de rotina, quarta-feira seria dia da costura, se não tivessem tirado isso de mim, mas tudo acontece por um motivo, e o meu, começa nesta manhã, Quarta-Feira, 16 de Abril de 1949.
Me levantei, calcei as botas e fui ajudar o meu pai a cuidar dos trabalhos diários, dar de comer às galinhas, armazenar o leite e começar a preparar o almoço dos funcionários da fazenda.
Após tudo terminado, todos devidamente alimentados, com a permissão do meu pai, fui visitar Lara, a filha do caseiro, com quem eu gostava muito de passar horas conversando, minha madrasta amarga cochichou alto com a intenção de que eu ouvisse “Você dá muita liberdade pra essa menina”, ela foi o motivo da minha saída do colégio interno, convenceu o meu pai de que eu tinha que aprender a cuidar da casa e arranjar um marido.
Arrumei algumas linhas, tecidos e bolinhos em uma cesta, e fui, finalmente uma tarde de folga para colocar os pensamentos no lugar.
Chegando lá, após muita conversa, ensinei para Lara alguns pontos que aprendi no colégio pra deixar as costuras mais resistentes, ela trouxe uma caixa de fotografias da família para me mostrar, não haviam muitas, pois era muito caro contratar um fotógrafo, mas em ocasiões especiais sempre havia um na fazenda. Depois de conhecer seus tios, irmãos, e primos distantes, uma foto em especial me chamou a atenção, na foto tinha uma árvore muito grande, duas moças estavam sentadas em um dos galhos, e um rapaz em pé, um rapaz como eu nunca havia visto, seu rosto era fino, olhos e cabelos negros, sério, me olhava da foto como se me conhecesse à anos, talvez à séculos – Quem é esse Lara? nessa foto na árvore – disse eu – Meu primo Antônio Lurdinha, ele mora em outra cidade.
Ela percebeu meu encanto, até quem passasse do outro lado da estrada podia sentir, ela me disse que às vezes ele vinha visitar a família na fazenda, e que se eu quisesse, ela enviaria uma carta para ele falando sobre mim! Meus olhos brilharam, o coração acelerou, eu aceitei a proposta, naquela noite voltei pra casa, e dormi com um pouco menos de saudade do colégio.

Boa tarde Leitoras e Leitores! Comecei a postagem de uma maneira diferente hoje, pois a introdução iria estragar a magia da história!
Tudo bem com vocês? Espero que sim! Andei meio sumida, pois minha cachorrinha Poodle Princesa, precisou passar por uma cirurgia, foi muito corrido e ela está precisando de muita atenção.
Essa é a parte um de uma história que ainda não tem um número de capítulos definidos pois ainda estou trabalhando nela, essa história é baseada em fatos reais, a história de amor da minha Vovó Lurdes! Passei muitas tardes com ela me contando essa história várias e várias vezes, e é essa história que me fez acreditar que o amor existe!
Alguns nomes, datas e lugares que ela não me contou em detalhes, vou usar a minha criatividade, mas quando contei pra ela que pretendia escrever ela me deu permissão. Faz um mês que ela se foi, e eu prometi a ela que contaria sua história para o maior número de pessoas que conseguisse.

Espero que gostem, e que essa história possa inspirar o coração de muitas pessoas!

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Muitos beijos